Biologia 11

As Fichas de Trabalho de Biologia e Geologia, cuja referência individual ainda menciona a sua disponibilidade em Formato PDF, passaram a ser vendidas em Formato FlippingBook com função Imprimir, Personalizadas com Logótipo da Escola e/ou Nome do(a) Professor(a) / Aluno(a) + Proposta de Correcção. Na compra de mais do que uma ficha, estas serão reunidas no mesmo FlippingBook.
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  • Diferenciação celular (FBIO11_029)
    As células de um organismo, que provieram da célula-ovo por divisões mitóticas sucessivas, contêm, no seu núcleo, exactamente os mesmos cromossomas e, por isso, a mesma informação genética. Contudo, verifica-se que as células constituem tecidos e órgãos muito diversos, onde assumem formas e funções completamente diferentes. Ao longo do desenvolvimento de um indivíduo ocorre, em regra, um conjunto de processos através dos quais células geneticamente idênticas se especializam no sentido de desempenharem funções diferentes  - diferenciação celular.

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  • Estabilidade do programa genético (FBIO11_028)
    Na divisão celular, o programa genético de uma célula é transmitido, em regra, com fidelidade às células-filhas, garantindo-se, assim, a estabilidade genética através de sucessivas gerações. O gráfico representa a variação da quantidade de DNA numa célula, por lote de cromossomas, durante algum tempo.

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  • Regulação do ciclo celular (FBIO11_027)
    O ciclo celular obedece a rigorosos mecanismos de controlo, pelo que, na maioria das células, ocorrem ciclos celulares com uma periodicidade que permite responder às necessidades do organismo. Os mecanismos de regulação do ciclo celular actuam fundamentalmente em três pontos: no final de G₁, no final de G₂ e durante a mitose. Estes mecanismos de regulação são de primordial importância, uma vez que quando falham, pode ocorrer, por exemplo, um cancro ou neoplasia maligna.

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  • Fase mitótica em células animais e em células vegetais (FBIO11_026)
    A fase mitótica das células animais e vegetais segue o mesmo modelo geral, existindo, contudo, algumas diferenças importantes, quer no que respeita à mitose, quer no que respeita à citocinese (divisão do citoplasma e consequente individualização das duas células-filhas). 

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  • Mitose – divisão do núcleo (FBIO11_025)
    A mitose diz respeito ao conjunto de transformações durante as quais o núcleo das células eucarióticas se divide. Nesta fase as células reorganizam os seus microtúbulos na forma de um fuso bipolar, estando o MTOC (centro organizador de microtúbulos, constituído nas células animais pelo centrossoma, que inclui os centríolos dispostos perpendicularmente) nos pólos do fuso. Embora a mitose seja um processo contínuo, nela distinguem-se, convencionalmente, quatro estádios: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

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  • Fases do ciclo celular (FBIO11_024)
    A principal característica da vida celular é a sua natureza cíclica. De um modo geral, as células crescem, aumentam o seu conteúdo e depois dividem-se. Numa população de células em divisão, a vida de uma célula começa quando ela surge a partir da célula-mãe e acaba quando ela se divide para originar duas células filhas. O conjunto de transformações que decorrem desde a formação de uma célula até ao momento em que ela própria, por divisão, origina duas células-filhas constitui um processo dinâmico e contínuo designado por ciclo celular.

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  • Ciclo Celular (introdução) (FBIO11_023)
    De acordo com a teoria celular, as células, para além de serem unidades básicas da vida, asseguram a continuidade dessa mesma vida, na medida em que se dividem e originam novas células.

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  • Estrutura dos cromossomas das células eucarióticas (FBIO11_022)
    Nos seres eucariontes, as moléculas de DNA encontram-se no núcleo das células, associadas a proteínas, constituindo estruturas filamentosas complexas designadas por cromossomas, que podem apresentar-se ao longo da vida das células na forma dispersa ou na forma condensada. Uma molécula de DNA humano pode condensar-se de tal modo que fica 30 000 vezes menor do que se estiver distendida.

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  • Alterações do material genético - mutações (FBIO11_021)
    As hemácias, células do sangue, possuem uma proteína, a hemoglobina (responsável pelo transporte de oxigénio no sangue), que é constituída por quatro cadeias polipeptídicas, sendo duas dessas cadeias designadas por cadeias α e duas por cadeias β. A anemia falciforme afecta cerca de 1% dos indivíduos negros da África Central, podendo encontrar-se noutras regiões. Na origem desta doença está uma alteração do material genético (1) que conduz à formação de uma hemoglobina anormal, hemoglobina S. As hemácias ficam com formas irregulares, muitas vezes semelhantes a foices, daí o nome da doença. A deformação das hemácias impede a sua passagem ao nível dos capilares, dificultando a irrigação normal dos tecidos.

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  • Mecanismo da síntese de proteínas (FBIO11_020)
    Consideram-se duas fases na síntese de proteínas: transcrição (segmentos de DNA codificam a produção de mRNA) e tradução (mRNA codifica a produção de proteínas) da mensagem genética.

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  • Características da síntese proteica (FBIO11_019)
    A biossíntese de proteínas apresenta como características fundamentais a complexidade (faz intervir vários agentes), a rapidez (uma célula eucariótica junta mais de 100 aminoácidos em dois ou três minutos) e a amplificação (a mensagem contida no mRNA pode ser traduzida várias vezes).

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  • Tradução da informação genética (2) (FBIO11_018)
    A tradução comporta três etapas sucessivas: iniciação (I), alongamento (II) e finalização (III).

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  • Processamento de RNA (FBIO11_016)
    Nos eucariontes, ao contrário do que acontece nos procariontes, o RNA sintetizado com a intervenção da RNA-polimerase vai sofrer no núcleo uma série de alterações – processamento do RNA. Devido a este processamento, o RNA-mensageiro que sai do núcleo para o citoplasma e vai intervir na síntese proteica, apresenta uma organização e um tamanho muito diferentes das cadeias de RNA transcrito a partir do DNA.

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  • Tradução da informação genética (1) (FBIO11_017)
    Na tradução há a transformação da mensagem contida no mRNA na sequência de aminoácidos que constituem a cadeia polipeptídica. As figuras representam dois dos principais intervenientes: os ribossomas e o RNA de transferência.

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  • Transcrição da informação genética (FBIO11_015)
    A transcrição, primeira etapa da síntese de proteínas, corresponde à síntese de RNA, polimerização de ribonucleótidos segundo a regra da complementaridade de bases, no sentido 5´--> 3´, a partir de uma das cadeias de DNA  que contém a informação e que lhe serve de molde.
     
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  • Características do código genético (FBIO11_014)
    O código genético é um quadro de correspondência entre os 64 codões possíveis de nucleótidos e os cerca de 22 aminoácidos existentes. É através de um código genético com determinadas características que a informação genética contida na sequência de nucleótidos passa, nos ribossomas (verdadeiras oficinas de ligação de aminoácidos), para a sequência de aminoácidos da proteína. Com algumas excepções, o código genético é igual em todos os organismos, o que constitui uma evidência clara da unidade da vida.

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  • Experiências de Niremberg e Khorana (1961) (FBIO11_013)
    Foi possível, com base nos resultados de várias experiências, a partir de polirribonucleótidos de estrutura conhecida, relacionar os codões (1) com os aminoácidos que vão constituir a cadeia polipeptídica. Em 1961, Marshall Niremberg procedeu da seguinte forma: 1. Sintetizou artificialmente mRNA, formado exclusivamente por nucleótidos uracilo (UUUUUU…); 2. Adicionou extracto de bactérias ao mRNA poli-U, garantindo a presença de todos os ingredientes necessários à síntese proteica; 3. Verificou que se formava um péptido só com o aminoácido fenilalanina. Seguiram-se duas experiências idênticas, usando mRNA poli-A (AAAAAA…) e mRNA poli-C (CCCCCC…), verificando-se, também, a síntese de um polipéptido constituído por 1 só tipo de aminoácido, respectivamente lisina e prolina.

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  • Quantos nucleótidos são necessários para codificar um aminoácido? (FBIO11_012)
    O alfabeto dos genes é constituído por quatro letras. A transferência da linguagem do DNA contida na sequência de nucleótidos, para a linguagem das proteínas, expressa na sequência de aminoácidos, envolve a codificação dos 22 aminoácidos a partir dos quatro nucleótidos diferentes. Quantos nucleótidos são necessários para codificar um aminoácido?

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  • Expressão da informação genética (FBIO11_011)
    O DNA, molécula biológica universal e de grande variabilidade, contém a informação biológica necessária à síntese de proteínas. Mas o DNA encontra-se no núcleo celular dos seres eucariontes e a síntese das proteínas ocorre nos ribossomas, organelos que se encontram no citoplasma. Como tal, há necessidade de uma transferência da informação.

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  • Replicação semiconservativa do DNA (FBIO11_010)
    O DNA, detentor da informação genética, tem a capacidade de se autoduplicar. Os mecanismos moleculares subjacentes à replicação ou síntese do DNA são fundamentalmente idênticos em todos os seres vivos. Neste processo de replicação semiconservativa, cada uma das novas cadeias formadas é réplica de uma das cadeias originais. Assim, as novas moléculas de DNA formadas são idênticas à molécula original, sendo portadoras de uma cadeia antiga e de uma cadeia recém-formada.

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  • Experiência de Meselson e Stahl (FBIO11_009)
    Em 1958, os investigadores Meselson e Stahl cultivaram Escherichia coli num meio de cultura com um isótopo pesado de azoto (¹⁵N). As bactérias produziram bases azotadas contendo ¹⁵N que ficaram integradas no seu DNA, que era mais denso do que o DNA de bactérias que cresciam em azoto normal (¹⁴N). Após várias gerações no meio de cultura com 15N, as bactérias foram transferidas para um meio de cultura com ¹⁴N, isto é, um meio normal. As bactérias dividiram-se nesse meio e o processo foi interrompido ao fim de 20 minutos (primeira geração) e ao fim de 40 minutos (segunda geração), sendo extraído DNA e comparados os resultados.

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  • Estrutura do DNA (FBIO11_008)
    Em 1953, James Watson e Francis Crick, apresentaram uma proposta de um modelo de dupla hélice para a estrutura do DNA, assemelhando-se a uma escada enrolada helicoidalmente (1). As bandas laterais da hélice são formadas por moléculas de fosfato, que alternam com moléculas de desoxirribose, e os “degraus” centrais são pares de bases ligados entre si por pontes de hidrogénio. A especificidade de ligações de hidrogénio entre as bases é chamada de complementaridade de bases: a adenina liga-se à timina por duas ligações hidrogénio e a guanina liga-se à citosina por três ligações hidrogénio. As duas cadeias de dupla hélice desenvolvem-se em sentidos opostos: cada uma delas inicia-se por uma extremidade 5´ e termina em 3´, de modo que à extremidade 3´ de uma cadeia corresponde a extremidade 5´ da outra – são antiparalelas.

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  • Natureza química e estrutura dos ácidos nucleicos (FBIO11_007)
    Os ácidos nucleicos são moléculas que armazenam a informação genética. São longos polímeros constituídos por subunidades que se repetem ordenadamente: os nucleótidos. Existem dois tipos de ácidos nucleicos: o ácido desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA).

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  • Núcleo (FBIO11_006)
    Nos diferentes seres vivos, os principais mecanismos relativos à molécula de DNA são análogos. Contudo, existem algumas diferenças entre o material genético próprio dos procariontes e o material genético dos eucariontes.

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  • Trabalhos de Alfred Hershey e Martha Chase (1953) (FBIO11_005)
    Nas suas experiências, Hershey e Chase utilizaram bactérias da espécie Escherichia coli e bacteriófagos, vírus (1) que infectam bactérias e tiveram em consideração que: os vírus não penetram nas células (a cápsula fica no exterior); as proteínas da cápsula do vírus não têm fósforo (P), mas apresentam enxofre (S); o DNA apresenta na sua constituição fósforo (P), mas não enxofre (S). Estes investigadores isolaram dois lotes de bacteriófagos, que marcaram radioactivamente. Num dos lotes, marcaram só o enxofre das proteínas (³⁵S) e no outro somente o fósforo do DNA (³²P). Note-se que, uma vez no interior da bactéria, o DNA viral toma o comando da célula bacteriana, que passa a produzir cópias do DNA viral, bem como proteínas, que irão constituir os novos vírus.

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  • Trabalhos de Oswald Avery e colaboradores (1944) (FBIO11_004)
    Na sequência dos trabalhos de Griffith, a equipa de Oswald Avery interessou-se sobre a natureza bioquímica do material genético, questionando-se sobre qual seria a substância (princípio transformante) que era transferida das bactérias tipo S mortas para as bactérias tipo R vivas, tornando-as virulentas. 

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  • Experiência de Griffith (1928) (FBIO11_003)
    O bacteriologista Frederick Griffith trabalhou com bactérias da espécie Streptococcus pneumoniae, que inclui estirpes que produzem uma cápsula de polissacarídeos, e estirpes desprovidas de cápsula. Quando cultivadas em placas de Petri, as estirpes que produzem cápsula formam colónias com aspecto liso, designando-se por “tipo S” e as estirpes não capsuladas crescem, originando colónias com aspecto rugoso, designando-se por “tipo R”.

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  • Experiência de Hammerling II (1930) (FBIO11_002)
    A alga Acetabularia é um ser unicelular com, aproximadamente, 2 cm de altura e apresenta uma forma diferenciada em três regiões: o rizóide, que permite a fixação da alga às rochas e onde se localiza o núcleo; o caulóide, prolongamento citoplasmático que faz lembrar um caule; o chapéu, parte do citoplasma com muitos cloroplastos. Esta alga possui uma grande capacidade de regeneração, isto é, quando é seccionado o chapéu, as restantes partes voltam a originar a alga inteira.
    Em 1930, o cientista alemão Joachim Hämmerling (1901-1980), efectuou um transplante cruzado dos núcleos das duas espécies de algas Acetabularia (Acetabularia crenulata e Acetabularia mediterranea), como se pode ver na figura. 

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  • Experiência de Hammerling I (1930) (FBIO11_001)
    A alga Acetabularia é um ser unicelular com, aproximadamente, 2 cm de altura e apresenta uma forma diferenciada em três regiões: o rizóide, que permite a fixação da alga às rochas e onde se localiza o núcleo; o caulóide, prolongamento citoplasmático que faz lembrar um caule; o chapéu, parte do citoplasma com muitos cloroplastos. Esta alga possui uma grande capacidade de regeneração, isto é, quando é seccionado o chapéu, as restantes partes voltam a originar a alga inteira. 

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